Cinema: Inferno

Esse é um daqueles posts da série "coisas que fiz ano passado e não resenhei". 
Na semana de estréia fui assistir Inferno. Quem me conhece sabe que eu curto muito os livros que contam as aventuras do Robert Langdon e além disso eu adoro essa junção de corrida contra o tempo com a história. Os livros do Dan Brown me prenderam de uma forma que não consigo expressar. Aprendi muita coisa incrível e sei que, por mais que haja ficção em suas histórias, o embasamento histórico que ele tem é muito bom, afinal, ele é casado com uma historiadora.

Inferno conta a história da quarta aventura de Robert Langdon, professor e simbologista. A sequencia de eventos foi desestruturada por Hollywood: começa-se com Anjos e Demônios seguidos de O Código Da Vinci, O Símbolo Perdido finalizando com Inferno. Houve bastante murmurinho quando Inferno foi anunciado, porque pularia O Símbolo, que conta uma história onde o pano de fundo é a maçonaria. Apesar de toda a revolta popular por este ter sido esquecido (por enquanto) eu considero Inferno uma história melhor e bem mais ambientada no nosso presente. Sei que a comoção em relação a O Símbolo se deve bastante ao fato de a Maçonaria ser uma instituição que gera curiosidade. Mas acredite, é mais simples do que parece.


Inferno começa com um professor Langdon sofrendo de amnésia em uma cama de hospital e um ferimento na cabeça. Ele percebe estar em Florença, na Itália, mas não sabe como chegou lá. Caçado por uma estranha, ele é auxiliado por Sienna Brooks, uma jovem médica que o esconde. No esconderijo ele percebe um tubo que, acionado com sua digital, revela segredos do Inferno, de Dante, que o levam à uma busca desesperada para impedir que um poderoso vírus se espalhe pelo mundo.


Eu gostei muito do filme, das ambientações e do ritmo da história. É a fórmula "Código Da Vinci" que sempre deu certo, apesar de Anjos e Demônios continuar minha história favorita. Eu adoro Tom Hanks e hoje não imagino outra pessoa como Robert Langdon. Porém me decepcionei com a Felicity Jones no papel de Sienna. Ela não me convenceu. Eu não sou fã de suas atuações, me julguem. Apesar de ter lido o livro em 2013 eu lembrava de alguns detalhes bem importante e o final do filme, modificado em relação ao livro, ficou bom, mas também não me convenceu. Assim como Anjos e Demônios, ficou faltando aquele "tchan" que existe no livro mas que cortaram no filme para evitar o mimimi.

ALERTA DE SPOILER: No livro Inferno, o balão onde a doença se encontra é hidrossolúvel e quando encontrada já havia sido diluída uma semana antes, liberando o vírus que tornará 1/3 da população infértil e levará o mundo a uma nova era. No filme eles salvam o balão e o vírus não propaga. No livro Anjos e Demônios o Carmelengo descobre que o Papa era seu pai biológico, que seu pai padre e sua mãe freira amavam-se tanto que queriam ter um filho, mas para não quebrarem seus votos decidem por uma inseminação artificial. Ela deixa de ser freira pra cuidar do menino e quando esta vem a falecer o padre "adota" o menino e o incentiva ao clérigo. Quando este cresce e descobre a verdade planeja ser o próximo papa, como se fosse seu "trono por direito". No filme o Carmelengo até deseja ser papa e planejou todo o ataque, mas porque ele é revoltadinho mesmo e não concordava com o conceito de uma Igreja que abraça a ciência.
 Inferno é um ótimo filme, onde somos ambientados a lindos lugares como Florença e Istambul. Aprendemos sobre história e literatura. E somos apresentados à parte mais bacana de A Divina Comédia, o Inferno de Dante. Não é espetacular, mas é muito bom e vale a pena ver!

Você assistiu? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy

6 comentários

  1. Eu assisti e confesso que não amei... aliás dormi no meio do filme. Acho que os filmes anteriores da saga foram tão bons que a expectativa estava alta demais e poderiam muito bem estender o mimimi (hahahaha) pra história ganhar mais sentido, sabe? Enfim, o tema é ótimo, mas faltou desenvolver melhor pra ficar no nível dos filmes anteriores.
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu vi o que esperava. Não foi excepcional, mas a história em si não era tão excepcional. Mas não gostei do final do filme, prefiro o do livro.
      Beijos

      Excluir
  2. Eu amei tanto esse filme que nem sei. Aliás, gostei de todas as adaptações, desde O Código da Vinci. <3 <3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mari, são histórias muito envolventes né?! ♥

      Excluir
  3. Ainda não assisti. Inferno foi o único livro de Dan Brown que eu li e entrei pra turma dos "nem lá, nem cá". Isso porque eu não amei e nem odiei e me parece que são esses os tipos de reações possíveis às histórias do cara. Gostei bastante da trama. A ambientação na Italia me favorece - quando estive por lá, lembro de um amigo-guia comentando de lugares que já foram palco de outros livros/filmes do Brown, e toda a relação com o Inferno de Dante também, porque é algo que me atrai. Porém, acho que há certo exagero nos detalhes e isso acabou arrastando a leitura em alguns momentos. De qualquer forma, me entreteve o bastante para que eu quisesse ver o filme, mas acabei não vendo (ainda).

    Yellow Ever Shine

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu concordo em dizer que os ultimos livros (Inferno e Simbolo) tem para mim uma narrativa bem diferente em relação a "encheção de linguiça". Mas são bons, envolventes e do tipo de caça que eu gosto!
      Beijos Lari ♥

      Excluir