Dores (BEDA #21)

Esse final de semana acabamos indo pra serra porque uma tia do Robson encontra-se no hospital. Seriamente doente. Não tem como não acabar afetada por toda a comoção e enfraquecimento espiritual que encontra-se a família. Dos seus filhos, dois já foram amigos muito próximos. Apesar de não tê-los visto eu consigo imaginar o quanto é difícil para eles ver a mãe doente. É o tipo de dor que eu não posso imaginar.

O pai de uma amiga virtual partiu tem poucos dias. E por mais que eu quisesse demonstrar em palavras o quanto eu sentia por ela eu não consigo. É o tipo de coisa que eu não consigo lidar. Não sei como abraçar alguém ou consolar alguém. Posso parar para escrever aqui no blog várias vezes, mas a verdade é que a palavra que precisa ser dita não sai.

A verdade é que a única certeza que temos é que vamos partir desse mundo. E que vamos perder e vamos deixar pessoas para trás. Para essa única certeza não estamos preparados, sempre vêm com dor e sofrimento e como um tapa na cara e soco no estômago.

Os sentimentos sufocam. E eu não sei lidar. Com minhas dores. Com as dores dos outros. Prefiro ficar afastada a magoar. E nem todo mundo entende isso. Que meu afastamento é minha forma educada afinal, não sei como me comportar e o que dizer.

Eu acredito que tudo que a gente passa na vida é um incrível livro com começo, meio e fim. E queria muito fazer as pessoas acreditarem que, o corpo físico é diferente da alma, que permanece intacta para partir, evoluir e reencarnar numa nova história.

As vezes eu sonho com pessoas que partiram. Talvez sejam breve visitas. Talvez os sonhos tenham alguma missão ou significado. Porém como discernir? Prefiro acreditar na eternidade da alma, na evolução de nossa essência.

XoXo,
Grazy

2 comentários

  1. Sabe, há exatos 2 meses eu venho convivendo com a dor de ter perdido alguém muito próximo e com esse sentimento dos amigos não saberem o que dizer. É difícil expressar com palavras algo pra amenizar o que o outro sente, porque muitas das vezes eles não sabem o quanto dói. Não sabem a extensão daquilo tudo, como cada pedaço do nosso coração parece dilacerado. Às vezes eu prefiro muito mais um abraço sincero do que meia dúzia de palavras ditas. Por mais que alguns sintam também aquela dor, outros só falam por educação, como uma resposta mecânica ao ler uma mensagem postada nas redes ou no wpp.
    Em 2 meses já escutei o mesmo discurso várias vezes, pelas palavras de várias pessoas, de maneiras diferentes, mas eu preferiria aquele abraço dizendo que um dia vai passar. Uma coisa dita num momento de fragilidade do outro pode ser o estopim para mais dor, porque eles não sabem o peso que é estar vivendo aquela situação.
    Desculpa o mini desabafo, mas ao ler seu texto vi a imagem de alguns amigos que se afastaram por não saber o que me dizer pra consolar. Cada um tem sua forma de ser consolado. Eu me senti mal com algumas coisas que me disseram, mas relevei, afinal, eles não sabem o que eu sinto.
    É muito difícil ver uma mãe doente. Todas as noites eu ainda tenho flashes das noites no hospital com a minha. Vê-la sofrendo foi um dos piores momentos da minha vida. Daquelas cenas só quero levar uma pra sempre na minha memória, o do último olhar que ela me deu, na véspera do dia que ela entrou em coma.
    Enfim, espero que a tia dele melhore e que vocês possam desfrutar de mais momentos com ela. E desculpa pelo desabafo, ando muito emotiva esses dias.
    ;*

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    1. Sinta-se abraçada por mim Renata. Fique bem ♥

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