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Série - Dark

Quando comecei a assistir Dark logo percebi que seria uma série bem diferente do que estava acostumada. Uma produção alemã, em língua nativa, a primeira do país para o Netflix que vêm abraçando produções estrangeiras. Mas Dark vai além da representatividade para seu país. Ela é bonita de se olhar e complicada de se desvendar.

A história gira em torno da cidade de Winden e tem inicio no ano de 2019. A cidade se mantém pela energia nuclear da usina local, usina essa cercada de mistérios. Winden tem uma linda floresta com uma entrada pra uma caverna e uma série de túneis. A floresta serve de caminho para jovens que vão e voltam da escola, serve como esconderijo para usuários e traficantes e serve também como pano de fundo do desaparecimento de garotos.

A série se inicia com a volta de Jonas para a escola, afastado após o suicídio de seu pai. Jonas percebe que as coisas não são como no verão e que a menina que ele gosta está com seu melhor (?) amigo. Dá pra perceber que Jonas não está legal: ele tem pesadelos, toma remédios e faz terapia. Ao voltar pra escola ele descobre que um colega desapareceu e não há nenhuma pista do seu paradeiro. Já começa no mistério.


Ulrich, um dos policiais da cidade, passa a reviver o pesadelo da família com esse desaparecimento. 33 anos antes seu irmão Mads também some de forma misteriosa e sem pista alguma. Em algum lugar no asilo da cidade um velho entoa um mantra "vai acontecer novamente". Em uma noite de reunião escolar os jovens vão pra floresta encontrar as drogas do menino desaparecido e o filho mais novo do policial Urich some. Um momento eles estava ao lado de Jonas e de repente não está lá mais. O guri que já estava sequelado fica ainda mais intrigado.

Todos os personagens da série são marcantes e todos são ligados, não apenas por morarem numa pequena cidade, mas por terem vivido situações que os ligam. A mãe de Jonas tem um caso com o policial, que é marido da diretora da escola e pai da garota que Jonas gosta. O policial trabalha com uma detetive que é casada com o terapeuta de Jonas que é filho do velho doido do asilo e pai da garota que sai com o filho mais velho do policial. A filha do policial gosta do Jonas mas é namorada do filho da dona do hotel que é casada com o diretor da usina nuclear e também é filha da antiga diretora da usina.

O que parece apenas uma série de sequestros se transforma em algo bem maior. Mistérios que envolve presente, passado e futuro. Uma usina nuclear e um guri de capa amarela.


Não posso contar mais sobre a série sem contar spoilers. O que posso dizer é que ela tem uma fotografia muito bonita e em tons frios. As músicas que compõe a trilha sonora da série também são muito boas e combinam com cada contexto. Os atores são incríveis e eles te passam tudo aquilo que pretendem: ódio, amor, compaixão e medo. Uma das séries mais bem produzidas, não só pela produção, mas pela história que nos envolve, pois você se vê fazendo ligações e isso é bem legal e está presente já nos primeiros episódios. Envolve. Fascina. E vicia.

Não vejo a hora de assistir a segunda temporada, que já foi confirmada pela Netflix. A série foi aprovada por mim e pelo marido que também ficou empolgado com a narrativa. Você encontra a série no streaming e a primeira temporada tem 10 episódios.


Você já viu? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy

Festa Flamingo

No último dia 25 de dezembro eu completei 29 anos e recebi familiares e amigos para um café da tarde na casa dos meus pais, que moram no interior. Quando criança eu não tive muitas festas de aniversário porque cai no dia de natal e nunca ninguém aparecia por estar com suas famílias. Depois que eu mudei de cidade acabou se tornando uma tradição oferecer um bolinho e umas comidinhas diferenciadas, afinal, tá todo mundo bem cheio das comilanças de véspera e almoço de natal.

Em 2016 eu fiz uma decoração bem simples com flamingos e abacaxis. Os dois aniversários eu mal fotografei, sorry. Mas dá pra vocês terem uma ideia de como tudo ficou.
A luminária de flamingo da Usare Design eu tinha acabado de ganhar do meu melhor amigo e já foi pra decoração. Coloquei duas luminárias menores, de flamingo e coqueiro, lightbox e um cordão com picolés iluminados. Jarras de abacaxi pintadas de dourado. Toalha xadrez pink. Rosetas de papel de seda pink e jogos americanos de bambu. O quadrinho eu ganhei de amigo secreto da Sabrina ♥. Nos cupcakes decorei com abacaxis e sombrinhas de papel. Canudos de flamingo enfeitaram copos dourados. Simples e com amor!

Como o espaço de receber da casa dos meus pais tem pé direito alto a iluminação é mais natural, porém no dia de natal choveu e estava bem frio e escuro. Ajudou porque as luminárias foram o centro das atenções, porém as fotos ficaram escuras. Separei lindas dicas e inspirações para você que pretende fazer uma festa na temática!

 Handmade Mood (blog offline) | Dear Lizyz


Em posts futuros vão rolar posts especiais com vários links DIY para fazer sua festa flamingo acontecer e uma lista de produtos e lugares para comprar o que você precisa! Já fez ou quer fazer? Conta aqui pra mim!

XoXo,
Grazy

Livro - Origem

Dan Brown tem uma fórmula que considero mágica em relação à sua escrita: nos ensina e nos prende página após página. Ao longo dos livros onde o protagonista Robert Langdon aparece eu aprendi diversas coisas, conheci lugares e desvendei significados. Origem não é diferente e ao mesmo tempo surpreende quem o lê mesmo tão acostumado com a escrita do Brown.

Origem traz de volta Robert Langdon, desta vez como convidado de um enorme evento em Bilbao, na Espanha. Seu ex-aluno e amigo Edmond Kirsch prometeu uma grande surpresa para seletos convidados no Museu Guggenheim de Bilbao, surpresa essa que também será transmitida pela internet ao vivo, para diversas partes do mundo. De acordo com a preliminar de Kirsch ele desvendará a resposta das duas maiores perguntas que existem: de onde viemos e para onde vamos.


Durante sua apresentação Kirsch é brutalmente assassinado e Langdon se vê na responsabilidade de transmitir a mensagem do amigo. Para isso vai contar com a ajuda da diretora do museu, Ambra Vidal, que também é noiva do futuro rei da Espanha. Aqui temos o moderno versus o antigo. O tradicional versus a tecnologia.

O livro segue o ritmo de caçada dos demais livros. É a fórmula que vem dando certo. Brown nos entrega uma leitura detalhada de lindos lugares na Espanha, como o Museu Guggenheim de Bilbao, a Casa Milá e a Igreja da Sagrada Família, esses dois últimos obras do arquiteto Gaudí. O livro tem ótimas referências de lugares, obras de arte e até mesmo tradições.

Por trás de toda boa obra de Brown ele nos apresenta a um grupos considerados de fortes crenças e desconhecidas formas de agir. Já tivemos o Priorado de Sião, Opus Dei, maçonaria, etc. Aqui ele nos apresenta à Igreja Palmariana, que é baseada na Ordem dos Carmelitas e são ultraconservadores.

Sobre as perguntas que devem ser respondidas temos o ponto de vista evolutivo. Como chegamos a ser essa vida "inteligente" e para onde estamos caminhando? Como podemos manter equilíbrio com a natureza que nos cerca? Deus realmente existe ou é apenas uma criação para coisas que não podemos responder de forma objetiva. A forma natural de Gaudí assim como a teoria da evolução de Darwin e os processos tecnológicos da nossa computação nos leva a pensar sobre as nossas crenças e nossa própria existência.

Origem é um livro ótimo para quem curtiu os demais títulos de Brown. Ele tem correria, referências e aquela pitada de dúvida que nos faz raciocinar pelo menos por um minuto sobre o que estamos lendo. Aprendi demais com esse livro e, apesar de Anjos e Demônios ainda ser meu preferido, Origem se encaixa entre os três melhores de Brown (na minha humilde opinião).

Origem, de Dan Brown, é da Editora Arqueiro e tem 432 páginas.

Já leu? Conta aqui pra mim!

XoXo,
Grazy